Segunda feira vai chegar e com ela a perspectiva de um novo desafio...Até agora a coisa está se configurando bastante difícil, só ouço comentários do tipo: Isso não tem jeito, não vai prá frente...
Mas afinal, o que querem esses profissionais? Se é que querem alguma coisa...
Uma instituição que abriga pessoas doentes ou necessitando de cuidados especiais, tem suas dificuldades, suas mazelas, e cabe a nós, servidores, trabalhar, no sentido de envidar esforços para que os objetivos sejam atingidos. Isso parece evidente, óbvio, mas será que esses profissionais tem consciência de quais objetivos estamos falando?
Entendo que é em cima deles que se trabalha, que se faz programas.
Parece que a maioria dos funcionários não deseja objetivos para essa população, que é no mínimo, difícil, complexa de se lidar...mas que é a matéria prima que se nos apresenta - tal qual um professor que reclama que seu problema na vida são os alunos, - se esquecendo que sem aluno não existe o exercício do Magistério.
Nossa missão é tentar ressocializar, dentro de uma perspectiva do cuidado com a saúde e das necessidades especiais do preso.
É difícil? É, é muito difícil, mas não impossível, desde que se tenha claro que é isso que buscamos. Nesse sentido, vamos perseguir uma forma de cuidar dessa população, tão sofrida, tão diferente, tão difícil, acreditando que o que importa é o processo, se vamos conseguir ou não, já é uma outra história, tendo sempre presente que nossa matéria prima é o humano.
sábado, 30 de agosto de 2008
Cargo de confiança de quem?
Funcionário público só tem perspectiva de melhorar profissional e financeiramente se for convidado a assumir um cargo de" confiança". Um chefe próximo verifica seu desempeenho, sua capacidade de trabalho e o indica para ocupar o tal cargo. Depois de certa burocracia, o indivíduo é nomeado. A única garantia que ele tem é de que terá muito trabalho e um aumento de salário no final do mes. Esse cargo é chamado de "confiança", e quem assina, autoriza, é a autoridade máxima numa secretaria de estado. Ocorre que, na grande maioria das vezes, essa autoridade não conhece esse servidor, nem nunca ouviu falar dele. Para se "segurar" no cargo, há que se fazer concessões, sob pena de perde-lo. Isso significa que essa pessoa não poderá ser coerente consigo mesma, terá que se portar, de acordo com aquilo que esperam que ela faça. Com o passar do tempo, a ideia de agir com coerência, com honestidade, vai ficando p/ trás... e os compromissos assumidos pelo ganho extra, falam mais alto. Em meio a isso tudo, existem aquelas autoridades intermediárias, ou seja, não é aquele chefe que o indicou e nem o secretário que assinou, mas um diretor que, de repente, precisa dar um cargo a um amigo..Aí, ele não pensa duas vezes, destitui do cargo de "confiança", aquele servidor que estava dando o melhor de si, trabalhando muito, mas que por infelicidade, não faz parte do círculo de amigos do tal diretor/a. Isso ocorre sem prévio aviso, ou seja, hoje vc é, amanhã já não é mais. Respeito por esse ser humano é zero.
Aí fico pensando que na Secretaria da Educação o cargo de diretor é preencido mediante concurso público, quem tiver o melhor conhecimento, a melhor nota, ocupa esse cargo. Porque isso não acontece nas outras secretarias de estado? Resolveríamos um problema que só quem passa por ele avalia o quanto é frustrante e desorganizador prá sua vida, ser tratado com tanta falta de respeito por quem deveria dar o exemplo, mas que age em benefício próprio, não percebendo que muitas vezes a perda desse cargo de "confiança", acarreta até um problema social.
Aí fico pensando que na Secretaria da Educação o cargo de diretor é preencido mediante concurso público, quem tiver o melhor conhecimento, a melhor nota, ocupa esse cargo. Porque isso não acontece nas outras secretarias de estado? Resolveríamos um problema que só quem passa por ele avalia o quanto é frustrante e desorganizador prá sua vida, ser tratado com tanta falta de respeito por quem deveria dar o exemplo, mas que age em benefício próprio, não percebendo que muitas vezes a perda desse cargo de "confiança", acarreta até um problema social.
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